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O que é o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto

O Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto – ELSA-Brasil – tem como objetivo estudar a incidência e determinantes das doenças cardiovasculares e do diabetes em população brasileira com idade entre 35 e 74 anos. A justificativa do Estudo encontra-se no  informe técnico-institucional” do Ministério da Saúde publicado na Revista de Saúde Pública .  Entre agosto de 2008 a dezembro de 2010, 15.102 voluntários atenderam ao pedido “ELSA convida à pesquisa” e realizaram entrevistas e exames para a avaliação inicial do Estudo, nos seis centros localizados em Salvador (Universidade Federal da Bahia), Vitória (UF do Espírito Santos), Belo Horizonte (UF de Minas Gerais), Rio de Janeiro (Fundação Oswaldo Cruz), Porto Alegre (UF do Rio Grande do Sul) e São Paulo (Universidade de São Paulo).

Em São Paulo, a sede do ELSA-Brasil fica sediada no Centro de Pesquisa Clínica do Hospital Universitário, no campus da USP no Butantã. Participaram 5055 voluntários (*), todos docentes e funcionários da Universidade. Os exames iniciais foram informados aos participantes que periodicamente são consultados sobre a ocorrência de algum evento de importância descrito no protocolo do ELSA-Brasil. Os exames da fase inicial (também chamada “onda 1) em São Paulo ocorreram entre agosto de 2008 e junho de 2010 conforme noticiado no “Jornal do HU”.

O ELSA-Brasil foi concebido por vários pesquisadores do Brasil, na USP pelos professores Paulo Andrade Lotufo e Isabela Martins Benseñor que são os coordenadores do Estudo em São Paulo que lideram o grupo de pesquisa “Epidemiologia das Doenças não-Transmissíveis”. Participam também os professores Rodrigo Diaz-Olmos, Itamar Santos Souza, Ilka Regina de Souza, Cláudio Campi da Faculdade de Medicina; Alessandra Carvalho Goulart, Márcio Sommer Bittencourt, Henrique Staniak, Rodolfo Sharovski, Maira Solange Câmara da Divisão de Clínica Médica do HU; Lígia Giongo Fedeli do Laboratório Clínico, Sandra Roberta Vívolo da Faculdade de Saúde Pública,  Airlane Pereira Alencar do Instituto de Matemática e Estatística e Alexandre Costa Pereira do Instituto do Coração.  O Centro de Investigação de São Paulo também é responsável pelo Laboratório Central do Estudo, do Centro de Criobiologia e do Centro de Leitura em Ultrassonografia.

Os recursos do ELSA-Brasil foram concedidos após escolha do grupo atual dessas seis Universidade, em processo seletivo competitivo realizado de 2005 pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério de Ciência e Tecnologia. A origem dos recursos é dividida entre o Fundo Nacional de Saúde e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Os estagiários do ELSA-Brasil são bolsistas CNPq.

Tecnicamente, o ELSA-Brasil é um estudo de coorte. Os estudos de coorte para estudo de doenças cardiovasculares foram iniciados depois do final da Segunda Guerra Mundial. O estudo com maior sucesso é o Framingham Heart Study desenvolvido nos Estados Unidos desde 1948 que já se encontra na sua terceira geração de pesquisadores. Conhecimentos oriundos desse estudo e, confirmado em vários outros estão hoje disseminados como o risco do tabagismo, da hipertensão arterial e do colesterol elevado para o aparecimento da doença coronariana. Contemporâneo ao Framingham Study desenvolveu-se o Seven Countries Study que deu base à conexão entre dieta e aterosclerose, associação que foi posteriormente melhor esclarecida em duas coortes da Harvard University, o Nurses Health Study e o Health Professionals Follow-up Study.  O ELSA-Brasil também utiliza instrumentos de outras coortes como o Whitehall Study desenvolvido no Reino Unido com ênfase na relação do trabalho e estresse com doença cardiovascular, do Atherosclerosis Risk in Community (ARIC) realizado nos Estados Unidos que estuda marcadores subclínicos da aterosclerosis e do Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA) que pesquisa a diferença da aterosclerose cardíaca entre etnias.  Particularmente, dessas duas coortes, o ELSA-Brasil recebeu suporte científico com a presença constante do professor da Johns Hopkins School of Public Health,  Moyses Szklo.

(*) o número de participantes nos demais centros foi 3110 (MG), 2063 (RS), 2031 (BA), 1787 (RJ) e 1065 (ES).

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